Especialistas explica importância do armazenamento e conservação dos alimentos

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Especialistas explica importância do armazenamento e conservação dos alimentos

Com a chegada do verão e as altas temperaturas, as condições para o armazenamento de alimentos, as temperaturas de conservação, informações sobre validade dos produtos, devem ser mais cuidadas, de modo a evitar intoxicação alimentar ou outros danos à saúde.

O armazenamento e o transporte do alimento preparado, da distribuição até a entrega ao consumo, deve ocorrer em condições de tempo e temperatura que não comprometam sua qualidade higiênico-sanitária.

Segundo a enfermeira da vigilância sanitária, Camila Bortoluzzi, a temperatura do alimento preparado deve ser sempre monitorada.

“Para conservação a quente, os alimentos devem ser submetidos à temperatura superior a 60ºC por no máximo seis horas. Para conservação sob refrigeração o alimento deve ser mantido a temperaturas inferiores a 5ºC, ou congelado à temperatura igual ou inferior a -18ºC”, explica.

Caso o alimento preparado seja armazenado sob refrigeração ou congelamento deve-se apor no invólucro, no mínimo, as seguintes informações: designação, data de preparo e prazo de validade.

A temperatura de armazenamento deve ser regularmente monitorada e registrada. Também orienta-se que o descongelamento de carnes não seja realizado em temperatura ambiente, e sim em geladeira.

“A Vigilância Sanitária também orienta que em serviços de alimentação ou na residência é de suma importância manter a caixa d’ água limpa e bem higienizada, pois a água pode se tornar uma grande fonte de contaminação”, comenta.

TIPOS DE CONTAMINAÇÂO

Nem toda contaminação é perceptível e pode ser de origem química, física ou microbiológica. No caso da microbiológica, dependendo do tipo de microorganismos, como os deteriorantes, estes podem alterar o alimento, deixando-o com aparência, cheiro e sabor desagradáveis, porém não são prejudiciais à saúde.

Outros podem causar doenças sem provocar alteração nos alimentos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os cinco pontos-chave para a inocuidade de alimentos são: manter a limpeza, separar alimentos crus e cozidos, cozinhar completamente os alimentos, manter os alimentos a temperaturas seguras e usar água e matérias-primas seguras.

A INTOXICAÇÃO

Os sintomas da intoxicação alimentar geralmente afetam o estômago e intestinos, sendo que o sinal mais comum é a diarreia. Náusea, vômitos, dor abdominal, cólica e febre também são comuns. A manifestação desses sintomas pode começar dentro de poucas horas após a ingestão do alimento contaminado, mas pode demorar dias ou até mesmo semanas em alguns casos e geralmente dura de um a 10 dias.

“Também ressaltamos que pacientes intolerantes a algum alimento podem apresentar sintomas similares ao de uma intoxicação alimentar, ou ainda quando ocorre uma ingestão exagerada dos alimentos podem ocorrer desconfortos que se assemelham a surtos alimentares”, explica Camila.

O QUE FAZER?

Em caso de sintomas ou suspeita de contaminação transmitida por alimentos, deve-se procurar um serviço de saúde com urgência pois este atenderá o paciente e entrará em contato com a Vigilância Sanitária e Epidemiológica que realizarão um serviço de investigação para um tratamento mais especifico.



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